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Afinal, o que é Fundamentalismo e Liberalismo?

A entrevista abaixo foi elaborada por Elvis Brassaroto Aleixo e foi publicada na revista Defesa da Fé. Eu sei que já escrevi bastante sobre esse assunto, mas é que achei as perguntas bem diretas e relevantes.]

Defesa da Fé – O liberalismo teológico não surgiu do nada. Quais foram os acontecimentos históricos que preparam o caminho para o seu surgimento?

Profº Nicodemus – O liberalismo é, de muitas maneiras, um fruto do Iluminismo, movimento surgido no início do século 18 que tinha em seu âmago uma revolta contra o poder da religião institucionalizada e contra a religião em geral. As pressuposições filosóficas do movimento eram, em primeiro lugar, o Racionalismo de Descartes, Spinoza e Leibniz, e o Empirismo de Locke, Berkeley e Hume. Os efeitos combinados dessas duas filosofias — que, mesmo sendo teoricamente contrárias entre si, concordavam que Deus tem de ficar de fora do conhecimento humano — produziu profundo impacto na teologia cristã. Como resultado da invasão do Racionalismo na teologia, chegou-se à conclusão de que o “sobrenatural não invade a história”. A história passou a ser vista como simplesmente uma relação natural de causas e efeitos. O conceito de que Deus se revela ao homem e de que intervém e atua na história humana foram logo excluídos. A fé cristã histórica sempre acreditou que os milagres bíblicos realmente ocorreram como narrados. Milagres como o nascimento virginal de Cristo, os milagres que o próprio Cristo realizou, sua ressurreição física dentre os mortos, os milagres do Antigo e Novo Testamentos, de maneira geral, são todos considerados fatos. O teólogo liberal, por sua vez, e os neo-ortodoxos fazem distinção entre historie (história, fatos brutos) e heilsgeschichte (história santa, ou história salvífica), criando dois mundos distintos e não conectados: o mundo da história bruta, real, factível e o mundo da fé, da história da salvação. Temas como criação, Adão, queda, milagres, ressurreição, entre outros, pertencem à história salvífica e não à história real e bruta. Para os liberais e os neo-ortodoxos, não interessa o que realmente aconteceu no túmulo de Jesus no primeiro dia da semana, mas, sim, a declaração dos discípulos de Jesus que diz que Jesus ressuscitou. Assim, o que eles querem afirmar com isso é bastante diferente daquilo que a fé cristã histórica acredita. Na verdade, eles consideram que os relatos bíblicos dos milagres são invenções piedosas do povo judeu e dos primeiros cristãos, mitos e lendas oriundos de uma época pré-científica, quando ainda não havia explicação racional e lógica para o sobrenatural.

Defesa da Fé – O alemão J. Solomon Semler distinguiu a “Palavra de Deus” da “Escritura”, e esse é um dos princípios que norteiam o liberalismo teológico. O senhor poderia nos esclarecer um pouco mais sobre essa distinção?

Profº Nicodemus – Por detrás desta declaração de Semler está a crença de que a Escritura contém erros e contradições, lado a lado com aquelas palavras que provêm de Deus. Desta declaração, percebe-se também os pressupostos racionalistas do Iluminismo quanto à impossibilidade do sobrenatural na história. Partindo desses pressupostos teológicos, os críticos iluministas se engajaram na busca da Palavra de Deus que, supostamente, estava dentro da Escritura, misturada com erros e contradições. Essa busca se tornou o objetivo do método histórico-crítico, que é fazer a separação entre essas duas coisas, por meio da exegese “científica”, e descobrir a Palavra de Deus dentro do cânon da Bíblia. O subjetivismo inerente aos critérios utilizados para reconhecer a Palavra de Deus dentro do cânon fez que os resultados fossem completamente díspares. Até hoje, não existe um consenso do que seria a Palavra de Deus, dentro do cânon, reconhecida e aceita pelos próprios críticos.

Defesa da Fé – Quais são as implicações mais prejudiciais dessa diferença para o cristianismo?

Profº Nicodemus – O problema que os evangélicos e conservadores sempre tiveram com essa diferenciação e com o método histórico-crítico que surgiu dela é que ambos pressupõem, desde o início, o direito que o crítico tem de emitir juízos sobre as afirmações bíblicas como sendo ou não verdadeiras. Para os críticos liberais, interpretar a Bíblia historicamente significava, quase que por definição, reconhecer que a Bíblia contém contradições. Para eles, qualquer abordagem hermenêutica deixa de ser histórica se não aceitar essas contradições. Em resumo, concordar que a Bíblia não era totalmente confiável se tornou um dos princípios operacionais do liberalismo e de seu “método histórico-crítico”. Tal desconfiança se percebe, por exemplo, nas declarações de Ernest Käsemann, um dos críticos recentes mais proeminentes. Seu desejo é “distanciar-se da superstição incompreensível de que no cânon [bíblico] somente a fé genuína se manifesta”. Para ele, “a Escritura, à qual as pessoas se rendem de maneira não-crítica, não leva somente à multiplicidade de confissões, mas também a uma confusão indistinguível entre fé e superstição”. Essas declarações de Käsemann representam bem o pensamento liberal sobre a Bíblia.

Defesa da Fé – Em face disso tudo, quem é Jesus para os teólogos liberais? É Deus salvador?

Profº Nicodemus – Segundo Bultmann, um dos maiores liberais de épocas recentes, a única coisa histórica no credo apostólico é a declaração “Cristo padeceu sob Pôncio Pilatos”. As demais declarações são todas invenções da fé criativa da Igreja primitiva. O Jesus histórico foi uma pessoa normal, filho de Maria e, talvez, de José, que ganhou status de Salvador, Messias e Deus por meio da fé dos discípulos e, particularmente, de Paulo. Na realidade, segundo os liberais, Jesus teria sido um profeta, um contador de histórias, um lutador contra as desigualdades, um homem sábio, entre outras versões. Todas elas concordam, porém, que Jesus não era divino, não ressuscitou dos mortos e nunca se proclamou Filho de Deus e Messias.

Defesa da Fé – Há, também, a questão do mito fundante que afirma que Adão não existiu. Mito esse que, às vezes, tenta conciliar evolucionismo com criacionismo. Como o liberalismo lida com o livro de Gênesis?

Profº Nicodemus – Os liberais acreditam que a Igreja Cristã se perdeu completamente na interpretação da Bíblia através dos séculos e que somente com o advento do Iluminismo, do racionalismo e das filosofias resultantes é que se começou a analisar criticamente a Bíblia e a teologia cristã, expurgando-as dos alegados mitos, fábulas, lendas, acréscimos, como, por exemplo, os mitos da criação e do dilúvio e de personagens inventados como Adão e Moisés, etc. Por considerar os relatos da criação, da formação de Adão e sua queda como mitos, os liberais tratam o livro de Gênesis como uma produção da fé de Israel escrita com o propósito de legitimar a posse e a permanência de Israel na terra. Acreditam que Gênesis foi redigido em sua forma final no período do exílio babilônico, por um editor que colecionou e colou juntos relatos díspares sobre a criação, a história do dilúvio, etc. Por não considerarem histórico o relato da criação, os liberais são, por via de regra, evolucionistas. Alguns acreditam que Deus criou o mundo mediante o processo da evolução. Mas, no geral, descartam completamente a idéia de uma criação do mundo e do homem ex nihilo, do nada, pela palavra do seu poder.

Defesa da Fé – Em sua avaliação, o liberalismo pode ser apontado como um dos fatores responsáveis pela adesão às causas pró-homossexualidade que adentraram em muitas igrejas dos EUA e que já começaram a grassar no Brasil?

Profº Nicodemus – Sim, mas sem generalizar. Uma vez que a Bíblia é vista como reflexo da fé e da crença do povo de Israel e dos primeiros cristãos, e não como Palavra infalível de Deus, os valores e os conceitos que ela traz são vistos como culturalmente condicionados e irrelevantes aos tempos modernos, em que os valores são outros. Dessa forma, o que a Bíblia diz, por exemplo, sobre a prática homossexual, é interpretado pelos liberais como fruto da cultura da época, que não sabia que a homossexualidade é uma opção sexual, e também que as pessoas nascem geneticamente determinadas à homossexualidade. Em igrejas onde a ética da Bíblia é vista como ultrapassada, fica aberta a porta para a conformação da ética da Igreja à ética do mundo.

Defesa da Fé – Em que sentido podemos dizer que a teologia liberal promoveu o (macro) ecumenismo? O liberalismo chega a ponto de validar sistemas de crenças díspares do cristianismo?

Profº Nicodemus – Para o liberalismo clássico, inspirado por F. Schleiermacher, religião era simplesmente “o sentimento e o gosto pelo infinito” e consistia, primariamente, em emoções. A experiência humana marcava os limites do que se podia especular acerca da realidade. O essencial do sentimento religioso é o senso de dependência de Deus, que produz consciência ou intuição da sua realidade. Fé e ação eram coisas secundárias. O sentimento religioso é algo universal, isto é, cada ser humano é capaz de experimentá-lo. É esse sentimento que dá validade às experiências religiosas e que torna o ecumenismo possível. Uma vez que se entende que religião é basicamente o gosto pelo infinito, e que encontramos esse gosto em todas as religiões, temos aí a base para dizer que todas as religiões são iguais e querem a mesma coisa, diferindo apenas na maneira como pretendem alcançar esse alvo. O macroecumenismo é filho do liberalismo teológico.

Defesa da Fé – Considerando o ciclo da criação e recepção teológica (Europa, América do Norte e América do Sul), o senhor julga que o liberalismo pode ter decretado a decadência da Igreja evangélica na Europa?

Profº Nicodemus – Creio que esse seja um dos fatores, mas outros poderiam também ser apontados, como, por exemplo, a secularização da vida e da sociedade européia, o materialismo e o abandono dos princípios do cristianismo em todas as áreas da vida. Até mesmo igrejas que não são liberais têm dificuldade em se manter na Europa de hoje. Todavia, o liberalismo teológico é responsável pelo esvaziamento das igrejas históricas e tradicionais, mas não necessariamente pela secularização do continente como um todo.

Defesa da Fé – Já é possível mencionar alguns de seus efeitos mais notáveis na América Latina e, mais especificamente, no Brasil?

Profº Nicodemus – Sim, sem dúvida. Mas o liberalismo teológico que chegou em nosso país já chegou com formas e propostas diferentes, associado, por exemplo, com a teologia da libertação. Os cursos de teologia oferecidos em universidades seculares ou em universidades teológicas sem nenhum compromisso com a infalibilidade das Escrituras são a porta de entrada do liberalismo em nosso país. O que se percebe claramente é a busca, por parte dos evangélicos, da respeitabilidade acadêmica oferecida pela academia secular. Isso tem feito que o “evangelicalismo” submeta suas instituições teológicas de formação pastoral aos padrões educacionais do Estado e das universidades. Esses padrões, ao contrário do que se pensa, não são cientificamente neutros. São comprometidos metodológica, filosófica e pedagogicamente com a visão humanística e secularizada do mundo. Os cursos de teologia e ciências da religião oferecidos pelas universidades são, geralmente, dominados pelo liberalismo teológico e pelo método histórico-crítico. Com a busca acentuada por um diploma de teologia reconhecido, os evangélicos correm o risco de sacrificar seu compromisso com as Escrituras em troca de qualidade científica prometida e oportunidade de emprego.

Defesa da Fé – Muito dessa discussão permeou as denominações de confissão histórica. Seria correto afirmar que as denominações pentecostais ficaram isentas de problemas com o liberalismo?

Profº Nicodemus – Absolutamente não. Hoje, um dos maiores defensores do teísmo aberto em nosso país – ideologia que nega a soberania de Deus e a sua onisciência – é pentecostal. Por não terem investido, no passado, em uma boa educação teológica de seus pastores e obreiros, muitas igrejas pentecostais, hoje, têm um tremendo passivo teológico. Várias delas têm sucumbido ao liberalismo teológico quando enviam seus obreiros para serem preparados em cursos de teologia e ciências da religião comprometidos com o método histórico-crítico. Esses obreiros voltam para as igrejas com a cabeça completamente virada e, às vezes, não crêem em mais nada. Julgo que o liberalismo foi nocivo e atingiu tanto os tradicionais como os pentecostais.

Defesa da Fé – Falando, agora, sobre o fundamentalismo, em que termos essa corrente contribuiu para promover a apologética, na medida em que se opôs ao liberalismo?

Profº Nicodemus – O fundamentalismo histórico nasceu em defesa da fé cristã, ameaçada, na época, pelo liberalismo teológico. Portanto, o fudamentalismo foi um movimento apologético de defesa da fé, porque entendia que a tarefa da Igreja cristã era defender a fé que uma vez por todas foi entregue aos santos. Nesse aspecto, é positiva a disposição de se lutar em favor da fé bíblica, identificando inimigos potenciais do cristianismo, como o liberalismo teológico, o humanismo, o evolucionismo e o “evangelicalismo”, que tem, gradualmente, abandonado a doutrina da infalibilidade da Escritura e adotado o ecumenismo e o evolucionismo teísta.

Defesa da Fé – Em sua análise, é impossível encontrar algum legado positivo do liberalismo à Iigreja evangélica?

Profº Nicodemus – Citaria que muitos estudiosos liberais contribuíram bastante para o avanço do nosso conhecimento acerca do mundo do Antigo e do Novo Testamento e para a nossa consciência da importância da cosmovisão oriental na formação do mundo dos autores da Bíblia. Liberais como Bultmann contribuíram para o estudo das religiões do período neotestamentário, quando do surgimento do cristianismo, embora suas conclusões sejam inaceitáveis para estudiosos comprometidos com a infalibilidade da Bíblia. Essas contribuições, todavia, ajudam a Igreja evangélica apenas indiretamente. Em termos de contribuição direta para a Igreja evangélica, a resposta é negativa. O liberalismo nunca plantou igrejas, nunca aumentou número de membros e muito menos a receita financeira das igrejas. Só conseguiu reproduzir outros liberais, os quais, por sua vez, precisavam, também, sobreviver. O liberalismo teológico sempre teve de achar um hospedeiro que pudesse sugar até que o mesmo morresse, drenado. O liberalismo sobreviveu muitos anos à custa do esforço missionário, do zelo expansionista e do sacrifício financeiro dos cristãos bíblicos, que fundaram igrejas, criaram organizações, ajuntaram fundos missionários e abriram escolas teológicas, e todas elas, depois, foram ocupadas pelos liberais. O liberalismo plenamente desenvolvido não fundou novas denominações, não abriu novas igrejas, não inaugurou novos campos missionários e não abriu novas escolas. Não conheço nenhum curso de teologia hoje nos Estados Unidos e na Europa que seja liberal e que funcione numa universidade que tenha sido criada por liberais. Harvard, Union, Princeton, Yale, Amsterdã, Oxford... todas foram criadas por conservadores das mais diferentes linhas. O caráter parasitário do liberalismo teológico se deveu ao fato de que os liberais não acreditavam em evangelismo e missões. Os liberais sugaram a herança organizacional eclesiástico-financeira de Calvino, Lutero, Wesley e dos puritanos.

Defesa da Fé – E o que dizer do fundamentalismo? O senhor mencionaria algo nesse movimento que consideraria prejudicial?

Profº Nicodemus – Sim, cito negativamente o fundamentalismo como movimento separatista do erro teológico como único meio de preservar a verdade cristã. Sob esse aspecto, o fundamentalismo crê que não pode haver associação com igrejas, denominações e indivíduos que neguem os pontos fundamentais do cristianismo. O separatismo nem sempre é o caminho para batalharmos pela fé histórica. O fundamentalismo nem sempre consegue conviver com diferentes opiniões, mesmo em questões que não afetam os pontos fundamentais da fé, e acaba tratando com desconfiança irmãos conservadores que concordam com os pontos fundamentais, mas divergem em outras questões. Penso que setores do fundamentalismo desenvolveram uma síndrome de conspiração mundial para o surgimento do reino do anticristo por meio do ocultismo, da tecnologia, da mídia, dos eventos mundiais, das superpotências, além de uma mentalidade de censura e apego a itens periféricos como se fossem o cerne do evangelho e critério de ortodoxia (por exemplo, só é bíblico e conservador quem usa versões da Bíblia baseadas no Texto Majoritário; quem não assiste desenhos da Disney e não vê Harry Potter). 

Ateu produz comédia onde interpretará um deus "sacana e arrogante"



O projeto de uma nova série sobre um ateu que morre e vai para o céu nem começou a ser rodado e já está causando polêmica nos Estados Unidos. O principal motivo é que a comédia está sendo escrita pelo ator britânico Ricky Gervais que é um ateu militante.

A comédia “Afterlife” (Depois da Vida) está sendo desenvolvida em parceria com Clyde Phillips, produtor da série Dexter, juntos eles esperam atrair alguma emissora que aceite financiar o seriado.

Alguns ateus militantes achar ruim o fato dele propor a ideia de que Deus existe, e o acusaram de estar “se vendendo”. Gervais se defende dizendo que é só uma obra de ficção e que não tem nada a ver com as suas crenças pessoais.

“Talvez as pessoas estejam mais uma vez, confundindo-me com meus personagens. Interpretei um dentista em ‘Um Espírito Atrás de Mim’, que conversava com fantasmas. Eu não acredito em fantasmas. Mas era um filme, não um documentário… “O Primeiro Mentiroso” tratava de um mundo alternativo onde não Deus não existia. Era uma comédia ateísta também. E, porque eu criei ‘Afterlife’ com Clyde Phillips, estão dizendo que será um festival de sangue e mensagens antirreligiosas. Planejamos esse show porque achamos que vai ser divertido e diferente”, disse.

Os cristãos já estão se manifestando contrários ao projeto porque o comediante vai interpretar Deus, mas o fará de forma diferente, será um Deus arrogante e sacana.

“Será um Deus um pouco diferente do que você pode ter visto em O Todo-Poderoso e outros filmes de Hollywood. Ele é um filho da p***, arrogante e sacana… Na verdade, ele acha que é a melhor coisa que já existiu… Ele também adora levar os ateus para o céu com um sorriso maroto no rosto. No fundo, ele gosta de ateus. Ou melhor, ele gosta de bons ateus . Ele admira o fato de que eles foram pessoas decentes, embora eles não acreditavam que poderiam ser recompensados com a vida eterna”.

Para as pessoas que já começaram a criticar o projeto Gervais pede para que esperem o seriado estrear, pois só quem assisti-lo poderá dar opiniões e até mesmo pedir para que a emissora que comprar cancele a apresentação.

"Sugiro que vocês esperem até ‘Afterlife‘ está acabado, então poderão assisti-lo. Ou não. Se você vê-lo, então está autorizado a ter uma opinião. Você pode alegremente criticá-lo. Pode até começar uma campanha para bani-lo da TV. Você pode odiá-lo… Mas, por favor, esperem até estar pronto”.

Não vou comentar esta idiotice, mas deixo o vídeo abaixo com uma mensagem para pessoas que pensam como este sujeito.

A oração que virou piada

Pr. Nelms e esposa

O Pr. Joe Nelms, de uma Igreja Batista da cidade de Lebanon, Teenessee, EUA, provocou  alvoroço com um oração feita antes de uma corrida da NASCAR. O pastor, em sua oração, agradeceu ao Senhor pelas...

“...máquinas poderosas, pelos Dodges, pelos Toyotas e pelos Fords, pela gasolina que será queimada, pelos patrocinadores, pela tecnologia desenvolvida pela GM, pelos motores RO7, pelos pneus da Goodyear e, principalmente, pelo Senhor ter me dado uma esposa tão gostosa e meus dois filhos Eli e Emma. Que os corredores possam fazer uma apresentação digna dessa pista em nome de Jesus, boogity, boogity, boogity, amém…”

Nem precisa dizer que, ao término da oração, foi uma risadaria só. Duvida? O vídeo esta aí para você conferir.





Mesmo estando em inglês, dá para rir com a reação dos pilotos e demais envolvidos na corrida. Surreal.

Fonte : http://blogdorevrodrigo.blogspot.com/

Pastor ateu? Na Holanda tem



O pastor holandês, Klaas Hendrikse, da Igreja Êxodo da cidade de Gorinchem tem uma forma bastante diferente de pregar: Ele diz que Deus não é um ser sobrenatural e que a vida eterna não existe.“Pessoalmente, não tenho talento para crer na vida depois da morte. Não, para mim, a nossa vida, nossa tarefa, está antes da morte”, disse em uma de suas mensagens.

Essa posição teológica do pastor tem gerado polêmica entre muitas igrejas cristãs, principalmente quando ele diz que não acredita que Deus existe de forma sobrenatural. “Creio que “Filho de Deus” é uma espécie de título. Não creio que ele foi um deus ou metade deus”, disse o pastor a respeito de Jesus. “Eu creio que era um homem, mas era um homem especial.”

Hendrikse descreve o relato bíblico sobre a vida de Jesus como uma história mitológica, sobre um homem que pode muito bem não ter existido, mas mesmo assim é uma fonte valiosa de sabidoria sobre como levar uma boa vida.

O pastor ateu está lançando um livro intitulado de “Crer em um Deus Não Existente” (tradução livre para o português), obra que tem provocado os cristãos mais tradicionais que chegaram a pedir para que o pastor fosse retirado da igreja. Mas em uma reunião especial o ministério decidiu que seus pontos de vista estão em concordância com o de outros pastores.

Pastores ateus são comuns na Holanda
Um estudo da Universidade Livre de Amsterdam relatou que um a cada seis clérigos na Igreja Protestante holandesa são agnósticos ou ateus. Um professor dessa universidade, Stoeffels Hijme, acredita que esse tipo de discurso pode ajudar o cristianismo a permanecer “competitivo no mercado de ideias”, ele diz que somente se reinventando é que a religião conseguirá sobreviver por muito mais tempo.
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"Competitivo no mercado de ideias"? Esse professor é um fanfarrão! E esse pastor Henrdrikse (não confundir com o escritor William Hendriksen, já falecido) é apenas mais um exemplo dos muitos pastores que abraçaram o liberalismo teológico de corpo e alma. E pelo visto, até mesmo a Universidade Livre de Armsterdam, que por muito tempo foi um bastião da fé cristã na Holanda, também está deixando de lado a sua herança reformada. Abraham Kuyper, seu fundador, ficaria desapontado.

Os pastores foram dados à Igreja para conduzi-la nas santas veredas da fé cristã, anunciando-lhe todo conselho de Deus (At 20.27) e promovendo o crescimento do rebanho e a santificação dos crentes. Mas, infelizmente, tanto aqui no Brasil, quanto na Europa e EUA, existem aqueles que carregam a alcunha de pastores,mas não passam de mercenários. Que Deus tenha misericórdia deles, e de todos nós.


Fonte : http://blogdorevrodrigo.blogspot.com/

Tom Ascol – Compromisso com a Palavra (Entrevista – #6CRBB)

Quando estivemos no 6º Congresso da Comunhão Batista realizamos algumas entrevistas com Tom Ascol, Jonas Madureira e Franklin Ferreira (infelizmente, não foi possível realizar com todos os palestrantes). Iremos assim que possível disponibilizar os vídeos.
A entrevista abaixo com Tom Ascol foi realizada nas dependências da Editora Fiel. Foram por volta de 7 perguntas que serão postadas aos poucos.
Pergunta: Como pastor que tem se dedicado a treinar novos pastores, quais conselhos você daria a um jovem ministro de como promover uma visão centrada no Evangelho em uma igreja que ele acabou  de assumir?

Por Tom Ascol
Entrevista e legenda: editorafiel.com.br

Classificação de Países por Perseguição 2011


Lembrai-vos dos presos, como se estivésseis presos com eles, e dos maltratados, como sendo-o vós mesmos também no corpo. (Hebreus 13:3)

[clique na imagem para acessar o site da Portas Abertas]

[DEVOCIONAL] John Piper – O Zelo pelo Bem é Louvado ou Perseguido?


O Zelo pelo Bem é Louvado ou Perseguido?
por John Piper
Ora, quem é que vos há de maltratar, se fordes zelosos do que é bom? Mas, ainda que venhais a sofrer por causa da justiça, bem-aventurados sois. Não vos amedronteis, portanto, com as suas ameaças, nem fiqueis alarmados; antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós, fazendo-o, todavia, com mansidão e temor, com boa consciência, de modo que, naquilo em que falam contra vós outros, fiquem envergonhados os que difamam o vosso bom procedimento em Cristo.
Ora, quem é que vos há de maltratar, se fordes zelosos do que é bom?
Os crentes devem ser “zelosos do que é bom”. Você pode fazer alguma coisa boa por alguém? Pode ajudá-lo? Pode mudar alguma coisa ruim e torná-la boa? Então, faça-o — e faça-o com zelo!
Você será prejudicado? Não, em última instância. “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” (Rm 8.31) “O Senhor é o meu auxílio, não temerei; que me poderá fazer o homem? (Hb 13.6) “Não temais os que matam o corpo e, depois disso, nada mais podem fazer… Não se vendem cinco pardais por dois asses? Entretanto, nenhum deles está em esquecimento diante de Deus. Até os cabelos da vossa cabeça estão todos contados. Não temais! Bem mais valeis do que muitos pardais” (Lc 12.4, 6-7).
Verso 14a: “Mas, ainda que venhais a sofrer por causa da justiça, bem-aventurados sois.
Sim, haverá oposição, se você for zeloso do que é bom e justo, mas nunca esqueça a bem-aventurança: “Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus” (Mt 5.10).
Versos 14b-15a:“Não vos amedronteis, portanto, com as suas ameaças, nem fiqueis alarmados; antes, santificai a Cristo, como Senhor.
Você reverencia aquilo que teme. Por isso, acovardar-se em temor diante dos homens é o oposto de prostrar-se diante do Senhor da glória.
Versos 15b-16a: “Estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós, fazendo-o, todavia, com mansidão e temor.
Por que eles perguntam sobre a nossa esperança? Porque a fome de felicidade no coração humano é tão intensa, que a única explicação para a nossa prontidão em sofrer por causa da justiça tem de ser uma esperança. Foi exatamente isso que Jesus disse: “Regozijai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus” (Mt 5.12). A esperança sustenta o zelo pelo bem, quando somos perseguidos. As pessoas sabem disso intuitivamente. Por isso, elas perguntam a respeito de nossa esperança.
Verso 16b: “Com boa consciência, de modo que, naquilo em que falam contra vós outros, fiquem envergonhados os que difamam o vosso bom procedimento em Cristo.
Existe um espaço de tempo entre a ocasião em que uma boa atitude é praticada e o momento em que é reconhecida como boa por nossos oponentes. Primeiro, eles “difamam” nossa atitude. Então, mais tarde, eles ficam “envergonhados”. Quanto tempo depois? Talvez, somente no Juízo Final algumas pessoas verão as coisas como realmente são. Para alguns, este reconhecimento pode vir mais cedo. Pedro descreveu a mudança do injuriar para o glorificar a Deus: “Mantendo exemplar o vosso procedimento no meio dos gentios, para que, naquilo que falam contra vós outros como de malfeitores, observando-vos em vossas boas obras, glorifiquem a Deus no dia da visitação” (1 Pe 2.12). Assim, por enquanto, eles nos difamam como malfeitores, porém, mais tarde, glorificarão a Deus pelas próprias boas obras que antes injuriavam. Isto pode significar que eles foram convertidos aqui, ou que foram compelidos a render glória no dia do Julgamento.
Não temos o direito de fazer a determinação final. Nosso dever consiste em falar com uma consciência pura e dar uma resposta amável e reverente.
Você tem zelo por uma causa digna? Existe alguma coisa boa pela qual você está sendo difamado? Ou a sua rotina é tão inofensiva neste mundo perverso, que se enquadra adequadamente com as coisas que estão se passando, e, por isso, ninguém lhe pergunta coisa alguma?
Extraído do livro: Uma Vida Voltada para Deus, de John Piper.
Copyright: © Editora FIEL
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